The Boogeyman, adaptação de Stephen King elogiada pelo autor, chega à Netflix
Filme de terror de Rob Savage, de 2023, agradou ao escritor mesmo com mudanças grandes em relação ao conto original e recepção morna da crítica.

Arte: Capital Gamer
The Boogeyman, filme de terror de 2023 dirigido por Rob Savage, já está disponível na Netflix. A adaptação do conto de Stephen King é uma das poucas que o próprio autor aprovou, segundo reportagem do Polygon.
King nunca escondeu o desprezo por adaptações que considera infiéis. Ele chamou de exploratória e tosca a de Graveyard Shift, dirigida por Ralph S. Singleton, e acusou The Running Man, de Paul Michael Glaser, de ignorar os temas do livro. O caso mais famoso é o de O Iluminado, de Stanley Kubrick, que o escritor rejeitou mesmo com o sucesso rápido do filme.
O que mudou em relação ao conto
O conto foi publicado em 1973 e reunido em 1978 na coletânea Night Shift. Passa-se em uma única noite e quase só em diálogo: Lester Billings procura o psiquiatra Dr. Harper depois da morte dos três filhos. As crianças morreram em circunstâncias misteriosas, em geral tratadas como naturais por médicos e polícia. Todas gritaram "boogeyman" antes de morrer, e a porta do armário sempre aparecia entreaberta.
O filme de Savage funciona mais como uma continuação do que como adaptação fiel. Billings aparece apenas para preparar outra história, centrada no Dr. Will Harper (Chris Messina) e nas filhas Sadie (Sophie Thatcher) e Sawyer (Vivien Lyra Blair), que lidam com a morte da mãe.
Billings visita o consultório de Harper e conta que uma entidade matou seus filhos. Depois, ele é morto pelo Boogeyman escondido no armário da mãe de Sadie, e a morte é disfarçada de suicídio, então ninguém na casa desconfia. Logo uma criatura passa a atormentar a família, e Sadie suspeita de ligação com o caso.
A ambientação também mudou. O conto se passa nos anos 1970 e descreve um monstro mais humanoide, capaz de usar o rosto de outras pessoas. O filme é ambientado nos dias atuais, com um Boogeyman esquelético, de membros finos e olhos que brilham no escuro.
A reação de King
Savage contou ao GamesRadar que King escreveu à equipe uma espécie de "almost-essay" sobre o quanto gostou do filme. No dia seguinte, o diretor acordou com um e-mail em que o escritor dizia continuar pensando na obra. Segundo Savage, King também achou que lançar o filme direto em streaming, sem passar pelos cinemas, seria um erro.
O filme arrecadou US$ 82 milhões no mundo, bem acima do orçamento de US$ 35 milhões. A crítica foi mais fria: 60% no Tomatometer do Rotten Tomatoes e 65% do público no Popcornmeter.
Por que King pode ter gostado
O Polygon aponta alguns motivos. Transformar uma conversa entre duas pessoas em longa-metragem não é tarefa simples, e os detalhes que Billings dá no conto são escassos, o que deixou espaço para Savage trabalhar em um cenário moderno.
A versão para o cinema também mantém a ideia central do conto, a de uma criatura que destrói famílias. Savage vai além e faz do Boogeyman uma alegoria mais clara do luto e do trauma, sem se afastar muito do que King propôs no texto original.
The Boogeyman (2023) está disponível na Netflix.
Fonte: Polygon. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.


