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Valve fecha brecha de troca de região para o Major e abre exceção à BC.Game

Regra nova barra times que apareceram em outra região nos três meses anteriores. Coluna da HLTV vê acerto na intervenção, mas critica o método.

Redação Capital Gamer  ·  3 min de leitura
Imagem oficial de Counter-Strike 2 com operadores em confronto durante partida competitiva

Imagem oficial de Counter-Strike 2 / Valve, via Steam

A Valve criou uma regra para impedir que equipes troquem de região na reta final da classificação para o Major, e a decisão foi parar no centro do debate. Segundo coluna do editor-chefe da HLTV, Milan "Striker" Švejda, a medida veio menos de um mês antes do prazo de convites para o PGL Singapore, depois que WW, BC.Game e Sashi migraram da Europa para a Ásia no último momento.

O movimento tinha lógica competitiva. A disputa europeia está pesada, com a FaZe repetindo o drama do ciclo anterior e a NAVI correndo o risco de perder seu primeiro Major, após uma sequência de resultados abaixo do esperado.

O que diz a regra

O texto determina que um elenco só é elegível a uma vaga regional se não tiver aparecido na lista de outra região do VRS nos três meses civis anteriores.

À HLTV, a Valve explicou que, se qualquer formação do histórico de partidas do time aparecer em mais de uma lista regional de convite nesse período, ela perde a elegibilidade. Para a empresa, o que vale é a formação final exibida no resumo dos rankings mensais.

A BC.Game serve de exemplo. Seu histórico no VRS da Ásia em outubro traz electroNic, Magisk, mzinho, s1mple e Senzu, o mesmo elenco que apareceu na lista europeia de setembro. Pela regra, estaria desclassificada.

Por que a BC.Game ficou de fora

Ainda assim, a organização foi autorizada a seguir na Ásia. Segundo Švejda, três pontos pesaram: ao contrário de WW e Sashi, a BC.Game não trocou a nacionalidade de nenhum jogador; ela já havia se registrado na nova região, na prática, ao disputar partidas suficientes com Tyson "asap" Paterson; e contratou dois jogadores que tinham acabado de atuar pelo melhor time asiático recente, Azbayar "Senzu" Munkhbold e Ayush "mzinho" Batbold.

Inicialmente, a Valve disse ao colunista que consideraria ignorar a entrada única da equipe no VRS asiático, o que a obrigaria a tentar a vaga pela Europa. A empresa mudou de posição. O CEO da BC.Game também insistiu que seus jogadores asiáticos estão "nas contratações mais longas".

Sem a regra, a Ásia poderia perder três de suas cinco vagas para times que nunca competiram de fato na região. Com ela, perde uma.

Críticas e alternativa

Švejda defende que a Valve acertou ao intervir, mas diz que deveria ter agido antes. O caso da Liquid, que trocou NertZ por malbsMd no último momento para mudar da Europa para as Américas, já havia exposto a brecha no ciclo anterior.

O colunista também aponta falhas no texto. Um time pode manipular a formação que aparece no VRS, mudando um jogador em torneio pouco relevante pouco antes da atualização mensal. A regra ainda pune equipes que mudam de região de forma legítima, e a extensão dela ao circuito anual tende a gerar erros de organizadores na hora de enviar convites.

A proposta dele é resolver a questão no ranking. As listas regionais contariam apenas partidas com pelo menos três jogadores da região, e quem muda de nacionalidade seria tratado como jogador novo. Assim, os times manteriam o ranking global, mas recomeçariam do zero nas listas regionais.

Fonte: HLTV. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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