Capital Gamer

Início / Lançamentos

Lançamentos

Valor Mortis mistura Soulslike em primeira pessoa com guerra napoleônica

Impressões do Polygon após 13 horas descrevem um RPG de ação sombrio, com combate brutal e atmosfera surpreendentemente serena.

Redação Capital Gamer  ·  3 min de leitura
Soldado em primeira pessoa em cenário sombrio de Valor Mortis, Soulslike ambientado nas Guerras Napoleônicas

Imagem oficial de Valor Mortis / Lyrical Games, via Steam

Valor Mortis, Soulslike em primeira pessoa da One More Level, estúdio dos jogos Ghostrunner, ganhou impressões do Polygon após 13 horas e quatro capítulos. O jogo se passa em uma versão alternativa das Guerras Napoleônicas e aposta em combate duro, mas com elementos que reduzem a frustração.

Você controla William Dowsett, soldado britânico ressuscitado que luta no Grande Armée de Napoleão. Em 1817, a Frente Oriental foi devastada pela Crimson Plague, praga que transformou tropas em monstros deformados. Segundo o texto, Napoleão pode ter vencido Waterloo nesta história e unido as forças da Europa Ocidental.

Lanternas, catalysts e combate

A estrutura segue a fórmula do gênero. As lanternas funcionam como checkpoints: descansar nelas recarrega os frascos de cura e a vida, mas também revive os inimigos. Ao morrer, William volta à última lanterna e precisa retornar ao local da morte para recuperar os catalysts, material de evolução. Uma segunda morte antes disso faz perder tudo de vez.

A vitória depende de aparar ataques comuns e esquivar dos que não podem ser bloqueados. A janela de parry é pequena, então é preciso memorizar os padrões dos inimigos. O redator do Polygon afirma que a visão em primeira pessoa facilita o tempo do parry. Além das armas corpo a corpo, há armas de fogo e habilidades mágicas, que consomem balas e nephtoglobin (a mana do jogo).

Respec liberado e arsenal enxuto

Diferente da maioria dos Soulslikes, Valor Mortis incentiva a troca de build. Por uma quantidade moderada de catalysts, é possível redistribuir pontos passivos sempre que se descansa em uma lanterna, e há uma antes de cada arena de chefe. Se o jogador morre para um chefe, os catalysts caem na entrada da arena. Causar dano ao chefe também rende um pequeno lote, mesmo em caso de derrota.

A árvore de habilidades é pequena, com bônus diretos como mais recuperação de vida, parry mais eficiente e maior dano em headshot. O arsenal soma nove itens entre espadas, armas de fogo e magias. Com a troca rápida de arma durante a luta, o autor combinou sabre, rapier e magia de fogo e disse que nunca se sentiu limitado.

Mundo, inimigos e missões

A campanha principal é linear, mas o mapa tem exploração no estilo Metroidvania. Novas habilidades, incluindo um grappling hook, permitem voltar a áreas anteriores para abrir portas, derrubar paredes e atravessar abismos, em troca de materiais de upgrade, granadas e pedras de âmbar equipáveis.

Os cenários vão de planícies com soldados caídos a montanhas nevadas, vila em ruínas, igreja antiga, cemitério enevoado e pedreira abandonada. Quase não há tropas ou tiros: restam cadáveres e criaturas solitárias. Os inimigos são versões deformadas das unidades de Napoleão, como lanceiros, granadeiros e mosqueteiros, além de soldados fundidos a cães e mortos fundidos a canhões.

Napoleão aparece como voz que dá ordens telepáticas, de forma vaga, e serve mais como pano de fundo. O jogo tem sistema de missões com objetivos claros e separação entre principais e secundárias, sem marcador no mapa. Uma das secundárias parte do choro de um bebê em uma casa onde só há sangue no berço.

O redator aponta um ponto fraco: o equilíbrio de dificuldade. Os inimigos comuns durante a exploração foram bem calibrados, com poucas mortes e perda rara de catalysts, mas o texto de impressões termina antes de detalhar o restante da queixa.

Ficha rápida

Desenvolvedora
One More Level

Fonte: Polygon. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

Leia também