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UE age Activision, Riot e Ubisoft por moedas virtuais que não fecham com os preços

A Autoridade da Concorrência da Itália lidera ação contra dez empresas por moedas de jogo, dark patterns e controles parentais falhos.

Redação Capital Gamer  ·  2 min de leitura
Imagem oficial de Call of Duty com soldados em combate

Imagem oficial de Call of Duty®: Modern Warfare® 4 / Activision, via Steam

A União Europeia anunciou ações contra dez empresas de games por causa de seus sistemas de monetização, entre elas Activision Blizzard, Riot Games e Ubisoft. A iniciativa é liderada pela Autoridade da Concorrência da Itália e foi divulgada na semana passada, segundo o Kotaku.

Além das três, a lista inclui Mojang, Crytek, Supercell, InnoGames, King, Plarium e Playrix.

O problema das moedas virtuais

O foco é uma prática antiga: moedas próprias de cada plataforma ou jogo, vendidas em pacotes que raramente batem com o valor do item desejado. Um jogador compra um pacote de 3.000 unidades, mas o cosmético que quer custa 2.999, e o saldo restante fica sem uso.

O comunicado do órgão europeu afirma que compras dentro dos jogos, como melhorias estéticas e pacotes de upgrade de armas, costumam ser precificadas em moedas que não são o euro, mas "envolvem um pagamento em euros", direta ou indiretamente, por meio de várias moedas virtuais.

Outras práticas na mira

O texto cita ainda outros mecanismos de design de jogo associados a esse modelo:

  • venda de moeda virtual em pacotes;
  • uso de dark patterns;
  • controles parentais inadequados;
  • falta de assistência quando contas são bloqueadas.

Epic se antecipou

Fortnite não aparece na lista. A Epic já havia anunciado que, a partir deste mês, os jogadores poderão gastar quantias exatas de V-Bucks em compras específicas, com exceção do PlayStation. Segundo o Kotaku, a maioria das grandes empresas já modernizou seus sistemas e deixou de forçar o jogador a ficar com troco de moeda virtual, mas a mudança não é geral. A União Europeia citou Call of Duty como um dos jogos que precisam se ajustar.

Pressão global sobre monetização

A ação europeia não é a única frente. Ao longo do ano, órgãos de defesa do consumidor em vários países passaram a agir sobre práticas da indústria, seja na revisão de classificações indicativas por design parecido com jogo de azar, inclusive em Mario Kart, seja no reforço de precedentes sobre propriedade digital.

Jogos de serviço, gacha e freemium estão entre os mais lucrativos do setor, e títulos como Fortnite e Roblox são populares entre crianças, o que tem levado reguladores a buscar formas de conter monetização predatória.

Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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